Nas Organizações, a
Motivação precisa ser encarada como forma de valorizar o funcionário, que deve
se sentir parte integrante da empresa e não simplesmente um seguidor de regras.Para tudo que se faz, seja
no trabalho, em casa, na escola é preciso de uma “força”, uma “energia” para
realizar tarefas. Segundo Vergas (apud FIORELLI, 2004, p. 118) “motivação é uma
força, uma energia que nos impulsiona na direção de alguma coisa que nasce de
nossas necessidades interiores”. Quando ela acontece, as pessoas tornam-se mais
produtivas, atuam com maior satisfação e produzem efeitos multiplicadores.
Despertá-la, mantê-la e canalizá-la para os objetivos da organização tem sido
preocupação constante dos administradores. Para Fiorelli (2004) a
motivação origina-se em alguns casos de mecanismos de homeostase do corpo
humano, destinados a regular o equilíbrio do meio interno; aqui se incluem o
calor, a fome, o frio, a sede. São alguns ajustes fisiológicos indispensáveis a
vida. Outra motivação encontra-se ligada à sobrevivência da espécie, como é o
caso do sexo. Algumas teorias bastante conhecidas abrangem várias concepções
sobre esse complexo e inesgotável tema.
Motivação pela deficiência
admite que o homem move-se para completar o que lhe falta. A ela pertencem as
teorias de Maslow e Herzemberg. Abraham Maslow, na década
de 50, desenvolveu uma teoria tomando como eixo a questão das necessidades
humanas. Para ele, tais necessidades estão organizadas hierarquicamente, e a
busca para satisfazê-las é o que nos motiva a tomar alguma direção.
Maslow distingue dois tipos
de necessidades – primárias e secundárias. As necessidades primárias que formam
a base da hierarquia são:
- Necessidades fisiológicas,
dizem respeito a nossa sobrevivência. São as necessidades mais baixas na
hierarquia – fome, sede, sono, sexo.
- Necessidade de segurança,
está relacionada à nossa necessidade de proteção contra alguma ameaça real ou
imaginária – salário, casa própria, seguro-saúde, aposentadoria, emprego.
Segundo Maslow, as necessidades secundárias
são as afetivo-sociais, as de estima e as de auto-realização, estas últimas
constituindo o topo da hierarquia.
-
Necessidade afetivo-sociais:
Referem-se a nosso desejo de amar e de sermos amados, de pertencermos a um
grupo.
- Necessidades de estima:
Relacionam-se a nossa auto-estima, ao desejo de sermos reconhecidos, de termos
prestígio, status.
-
Necessidades de auto realização:
Dizem respeito à realização de nosso próprio potencial, como, por exemplo, em
tarefas desafiadoras.
Segundo Maslow, na medida
em que as necessidades mais baixas da hierarquia vão sendo satisfeitas, elas
vão dando lugar às que se encontram nos pontos mais altos da hierarquia.
Contudo, isso não é, digamos, engessado. Ou seja
se estamos com muita fome, não queremos saber
de ficar fazendo outras coisas, mesmo que isso realize nosso potencial.
Frederick Herzberg, na
década de 60, focalizou a questão da satisfação para formular sua teoria.
Segundo ele, existem dois fatores que explicam o comportamento das pessoas no trabalho:
os higiênicos e os motivacionais. Os fatores higiênicos, extrínsecos ao
individuo compreendem salário, benefícios recebidos, segurança no cargo,
relações interpessoais no trabalho. Alguém pode sentir-se predominantemente
motivado por fatores econômico-financeiros, e todas as suas possibilidades em
termos de aquisição de bens e serviços. Se o trabalho lhe
proporciona benefícios dessa ordem, é possível que nele encontre significado. Outro pode sentir-se predominantemente
motivado pelo desejo de ser saudável, de ser amado, de sentir-se competente, de
ser reconhecido, de participar de decisões, de realizar tarefas intrinsecamente
desafiadoras e instigadoras ou outra coisa qualquer. Se o trabalho lhe
proporciona benefícios dessa ordem, é possível que nele encontre significado.
Como
em uma empresa é prioridade o trabalho em grupo (é daí que surgem as
organizações), as pessoas se unem para alcançar um objetivo comum dentro da
empresa. Cada qual com suas características e limitações buscam ampliar seus conhecimentos
e cooperar entre si para o progresso da empresa, precisam alcançar
simultaneamente os objetivos organizacionais e os seus objetivos pessoais para
satisfazerem. A origem da motivação é
sempre o desejo de se satisfazer necessidades. O ser humano é um animal social
por natureza e, como tal, tem uma necessidade absoluta de se relacionar com os
outros de seu ambiente. Essa tendência de se integrar a um grupo de pessoa é o
principal fator interno ativador da motivação para muitos de seus atos. As condições
de trabalho, tais como ambiente aprazível, boas instalações, bom refeitório,
preocupação com segurança, influem para tornar as pessoas mais produtivas.
Um dos problemas básicos em qualquer
organização é como induzir as pessoas a trabalhar. No mundo contemporâneo não é
uma tarefa fácil, visto que a maioria das pessoas obtém pouca satisfação em
seus empregos. O que motiva as pessoas é o
fato de ser reconhecido, ser tratado como pessoa, ser tratado de modo justo,
ser ouvido, desafios, novas oportunidades, orgulho do próprio trabalho,
condições de trabalho adequadas, sensação de ser útil, ser aceito. Há contudo,
concordância sobre vários fatores aos quais a maioria das pessoas reage
favoravelmente. Para uma grande maioria das pessoas, a
possibilidade de melhor remuneração constitui um forte incentivo. Outra fonte
de satisfação para muitas pessoas é o desafio. Superar metas ou outros
departamentos pode ser um forte incentivo para muitas pessoas. As condições de trabalho, tais como
ambiente aprazível, boas instalações, bom refeitório, preocupação com
segurança, influem para tornar as pessoas mais produtivas.